Nossa proposta pedagógica está baseada na Teoria das Inteligências Múltiplas (Howard Gardner, 1982), no modelo construtivista Construtivismo é o nome pelo qual se tomou conhecida uma linha pedagógica baseada nos estudos do psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), Piaget demonstrou que a criança raciocina segundo estruturas lógicas próprias. que evoluem conforme faixas etárias definidas, e são diferentes da lógica madura do adulto. Lev Vvgotsky (1896-1934), contemporâneo de Piaget, deu uma nova concepção ao conceito de construtivismo, afirmando que não é só o desenvolvimento progressivo das estruturas intelectuais que torna o homem capaz de aprender. A aprendizagem também gera o desenvolvimento mental. Em suas palavras "o aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis". Esta concepção de desenvolvimento e aprendizagem é a base do construtivismo sociointeracionista, para o qual, o processo de aprendizagem é resultado de uma interação dialética que se dá, desde o nascimento, entre o ser humano e o meio social e cultural em que ele se insere. A escola construtivista propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estímulo à dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. Rejeita a apresentação de conhecimentos prontos ao estudante, como um prato feito. Daí o termo "construtivismo", pelo qual se procura indicar que uma pessoa aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire. O construtivismo enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem. O professor construtivista organiza o trabalho didático-pedagógico de modo que o aluno seja o co-piloto de sua própria aprendizagem. O professor fica na posição de mediador ou facilitador desse processo. Isso exige dele uma mentalidade aberta, uma atitude investigativa, senso crítico, sensibilidade às mudanças do mundo combinada com iniciativa para torná-las significativas aos olhos dos alunos e flexibilidade para se envolver em um processo de mudança contínua. Foto ilustrativa sócio-interacionista do desenvolvimento e da aprendizagem e na pedagogia de projetos.

Essa proposta pedagógica foi construída ao longo de 27 anos e tem na educação e no cuidado um binômio indissociável. Para educar e cuidar da criança é necessário que as atitudes e os procedimentos estejam baseados em conhecimentos específicos sobre suas necessidades e seu desenvolvimento biológico, emocional e cognitivo.

O respeito a criança também é fundamental. As regras de convivência são definidas com a participação das crianças a partir de situações e conflitos vivenciados no dia-a-dia escolar. Os combinados construídos coletivamente são registrados num cartaz que é afixado na sala.

A criança é protagonista da própria aprendizagem. Os conceitos matemáticos, por exemplo, são construídos nas muitas relações que as crianças fazem entre as situações vivenciadas, e na busca de soluções para desafios que fazem parte do dia-a-dia escolar, como a distribuição de material entre os colegas, a comparação entre a altura e o peso dos integrantes da turma, a contagem e o registro de pontos obtidos nas brincadeiras...

Todo o trabalho é feito dentro de uma visão pluralista da mente que reconhece diversas facetas da cognição, assim como o fato de cada criança ter potenciais diferenciados e individuais que compõem um amplo espectro de competências, no qual estão incluídas as dimensões lógico-matemática e lingüística, mas também a musical, a espacial, a corporal-cinestésica, a interpessoal e a intrapessoal.

A escola propicia à criança o desenvolvimento harmônico das várias inteligências e, através de uma aprendizagem significativa, possibilita a ela aprender por múltiplos caminhos, usando diversos meios e modos de expressão.

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